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MEI tem FGTS? Entenda como esse direito é aplicado

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Este artigo esclarece dúvidas sobre o direito do MEI ao FGTS, além de entender a natureza jurídica e benefícios alternativos disponíveis. Saiba também como criar uma reserva financeira e contribuir para o INSS, assegurando a segurança financeira e benefícios previdenciários como MEI.
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O Brasil tem vivenciado um crescente aumento no empreendedorismo nos últimos anos, e uma das figuras mais proeminentes nesse cenário é o Microempreendedor Individual, ou MEI.

Criado para formalizar atividades econômicas informais, o MEI trouxe diversas vantagens para milhões de empreendedores no país. No entanto, uma das questões que frequentemente surge é se o MEI tem direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 

Neste artigo, exploraremos essa pergunta e explicaremos por que o MEI não tem direito ao FGTS, bem como oferecemos alternativas para criar uma reserva financeira e dicas sobre como gerir as finanças como MEI. 

O que é MEI?

Nos últimos anos, o Brasil tem testemunhado um aumento significativo no número de empreendedores que optam por iniciar seus próprios negócios.

Isso se deve, em parte, às mudanças na legislação que simplificaram a formalização de pequenos negócios.

Nesse contexto, o Microempreendedor Individual (MEI) surgiu como uma solução valiosa para muitos brasileiros que desejam empreender sem os encargos e burocracias associados a outros tipos de empresas.

O MEI é uma categoria empresarial que permite que indivíduos exerçam atividades econômicas por conta própria, com receita bruta anual de até R$81.000,00 (valor atualizado em 2022).

Além da simplicidade na formalização, os MEIs também desfrutam de benefícios como a isenção de vários impostos federais, facilidade na emissão de notas fiscais e acesso a direitos previdenciários, como aposentadoria e auxílio-doença. 

💡 Dica: Quer saber TUDO sobre MEI? Confira aqui o nosso guia sobre o assunto!

O que é o FGTS e como funciona?

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um direito trabalhista criado em 1966 que tem como objetivo proteger os trabalhadores em situações específicas, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, entre outras.

Esse fundo é constituído por depósitos mensais feitos pelo empregador em uma conta vinculada ao trabalhador.

Confira quando esse fundo é usado:

  • Demissão sem justa causa: quando o trabalhador é demitido sem justa causa, ele tem direito ao saque do saldo total do FGTS, acrescido de multa de 40% sobre o valor depositado pelo empregador.
  • Compra da casa própria: o trabalhador pode utilizar o FGTS para dar entrada ou amortizar parcelas de financiamento imobiliário.
  • Aposentadoria: ao se aposentar, o trabalhador pode sacar o FGTS que foi acumulado durante sua carreira.
  • Doenças graves: em casos de doenças graves, como câncer, HIV ou outras condições especificadas em lei, o trabalhador pode sacar o FGTS.
  • Suspensão do trabalho: se o trabalhador ficar com contrato suspenso por mais de 3 meses, ele tem direito a saque do FGTS.
  • Saque-aniversário: em 2019, o governo federal introduziu o saque-aniversário do FGTS, que permite aos trabalhadores sacar uma parte do saldo de sua conta do FGTS anualmente, no mês de seu aniversário. Essa modalidade é opcional e não afeta o saque integral nas situações mencionadas anteriormente.
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Por que o MEI não tem direito ao FGTS?

O MEI não tem direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) porque, quando é contratado por uma empresa, essa pessoa é contratada como PJ, ou seja, ela não está sendo contratada como um funcionário com carteira assinada, mas sim como uma empresa ou prestador de serviços autônomo.

Portanto, essa relação não é regida pelas mesmas leis trabalhistas que regem um contrato formal de emprego.

O FGTS é um direito do trabalhador formal, em que o empregador é obrigado a fazer depósitos mensais em nome do empregado, correspondentes a uma porcentagem do salário, para ser utilizado em situações específicas previstas em lei, como demissão sem justa causa, compra de casa própria, aposentadoria, entre outros casos.

No caso de contratação como PJ, não há essa relação de emprego formal, e sim uma prestação de serviço entre empresas ou um profissional autônomo e uma empresa contratante. Por isso, não há obrigação legal do pagamento do FGTS nesse tipo de contrato.

No entanto, é fundamental que essa relação seja devidamente formalizada por meio de contratos claros, respeitando a legislação vigente para evitar possíveis problemas futuros tanto para a empresa contratante quanto para o prestador de serviços.

Quais são os benefícios disponíveis para quem é MEI?

Embora o MEI não tenha direito ao FGTS, ele ainda desfruta de outros benefícios e direitos que podem ser fundamentais para sua segurança financeira e bem-estar. Alguns desses benefícios incluem:

  • Aposentadoria: o MEI pode contribuir para a Previdência Social, o que lhe garante o direito à aposentadoria por idade.
  • Auxílio-doença: em caso de incapacidade temporária para o trabalho devido a doença ou acidente, o MEI pode solicitar o auxílio-doença.
  • Salário-maternidade: as empreendedoras MEI têm direito ao salário-maternidade em casos de gravidez e adoção.
  • Pensão por morte: os dependentes do MEI têm direito à pensão por morte em caso de falecimento do segurado.

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Como o MEI pode criar uma reserva financeira?

Embora o MEI não tenha acesso ao FGTS, é essencial que ele busque alternativas para criar uma reserva financeira que o ajude em situações de emergência  ou para investir em seu próprio negócio. Algumas opções incluem:

  • Poupança: a poupança é uma opção simples e segura para guardar dinheiro e acumular uma reserva financeira.
  • Investimentos de renda fixa: certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito (LCIs e LCAs) e Tesouro Direto são exemplos de investimentos de renda fixa que podem oferecer rendimentos melhores que a poupança.
  • Reservar parte do lucro: uma prática inteligente é reservar parte do lucro obtido como MEI para criar uma reserva financeira pessoal.
  • Previdência privada: considerar a contratação de um plano de previdência privada pode ser uma opção para garantir uma aposentadoria mais tranquila.

Como contribuir para o INSS como MEI?

Uma das maneiras mais importantes para o MEI garantir sua segurança financeira a longo prazo é contribuir para a Previdência Social.

Ao pagar a contribuição mensal como MEI, o empreendedor está investindo em sua própria aposentadoria e em outros benefícios previdenciários, como o auxílio-doença e a pensão por morte.

É crucial lembrar que, ao contribuir para o INSS como MEI, o empreendedor deve manter seus pagamentos em dia para garantir o acesso a esses benefícios no futuro. É uma medida fundamental para garantir a estabilidade financeira pessoal e o bem-estar ao longo da vida.

Em resumo, embora o MEI não tenha direito ao FGTS devido à sua natureza jurídica como empresário individual, ele ainda desfruta de vários benefícios previdenciários e pode buscar alternativas para criar uma reserva financeira sólida.

Contribuir regularmente para o INSS é uma etapa crucial para garantir a segurança financeira a longo prazo como MEI, permitindo que os empreendedores tenham tranquilidade em relação ao seu futuro financeiro.

No mundo do empreendedorismo e trabalho no Brasil, o Microempreendedor Individual (MEI) representa uma opção atraente para muitos trabalhadores autônomos e pequenos empresários.

Porém, é essencial que os trabalhadores compreendam seus direitos e estejam cientes das implicações legais da fraude na contratação, garantindo assim a proteção de seus direitos trabalhistas e previdenciários.

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